segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Outra crônica de minhas paixões

           Hoje de manhã, fui comprar dois cafés, um para mim e um para uma amiga, pois disse ela que devemos oferecer uma bebida quente para uma pessoa amiga que esteja triste, como ela estava.
           Comprei a ficha e fomos ao balcão. Chegou a moça e ofereceu seu atendimento; respondi:
           - Dois mocaccinos.
           Alguma coisa engraçada havia acontecido no processo, não me lembro o quê: ou eu gaguejei, ou ela falou algo errado, ou as duas coisas, não sei. Nesse nosso breve diálogo, ela abriu um sorriso muito bonito e verdadeiro, daqueles quando a outra opção seria segurar um riso de constrangimento mútuo. O impacto que esse sorriso causou é justamente o motivo por eu não me lembrar direito por que nós sorrimos um para o outro - meu sorriso em retribuição nascera de imediato, logo após o dela.
           Enquanto ela se afastava para pegar os cafés, virei para minha amiga, que, disse ela posteriormente, me observava e já suspeitava do que eu iria dizer. Minhas feições eram de uma tola alegria. Eu disse:
           - Acabo de me apaixonar pela moça da lanchonete.
           - Eu sei! Na hora que ela riu eu já percebi pela sua carinha! - ela respondeu.
           Caímos na gargalhada. Ela me conhece muito bem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário