Hoje de manhã, fui comprar dois cafés, um para mim e um para uma amiga, pois disse ela que devemos oferecer uma bebida quente para uma pessoa amiga que esteja triste, como ela estava.
Comprei a ficha e fomos ao balcão. Chegou a moça e ofereceu seu atendimento; respondi:
- Dois mocaccinos.
Alguma coisa engraçada havia acontecido no processo, não me lembro o quê: ou eu gaguejei, ou ela falou algo errado, ou as duas coisas, não sei. Nesse nosso breve diálogo, ela abriu um sorriso muito bonito e verdadeiro, daqueles quando a outra opção seria segurar um riso de constrangimento mútuo. O impacto que esse sorriso causou é justamente o motivo por eu não me lembrar direito por que nós sorrimos um para o outro - meu sorriso em retribuição nascera de imediato, logo após o dela.
Enquanto ela se afastava para pegar os cafés, virei para minha amiga, que, disse ela posteriormente, me observava e já suspeitava do que eu iria dizer. Minhas feições eram de uma tola alegria. Eu disse:
- Acabo de me apaixonar pela moça da lanchonete.
- Eu sei! Na hora que ela riu eu já percebi pela sua carinha! - ela respondeu.
Caímos na gargalhada. Ela me conhece muito bem.
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