domingo, 26 de setembro de 2010

Balões

     Aqueles balões bonitos que passam às vezes pelos céus, e tantas pessoas chamam as outras para mostrar o navegante dos ares. A gente fica vendo o balão, e às vezes ele está soltando fogos de artifício. Quem não acha legal quando vê um balão, de repente? Quando ele está por perto, dá pra ver suas cores misturadas, como num mosaico. E a garotada pula enquanto ele gira lá em cima... alguns saem correndo pelas ruas, torcendo para que o balão caia, para então pegá-lo e mais para a frente fazer com que voa, novamente. Quem nunca ficou parado, olhando pela janela, até a hora em que o balão torna-se um pontinho preto e sem graça lá longe? Bom, pelo menos eu, já. E depois que ele vai embora, não leva muito tempo para que eu não me lembre mais dele.
     Tem gente que passa por nós como balões. Às vezes a gente fica só olhando passar, outras a gente tenta acompanhar. E algumas destas pessoas vão embora tão de repente como quando apareceram: a gente olhou para o lado, e elas já estavam lá; a gente olhou para o lado, e lá elas não estavam mais. E, sabe, não demora muito para esquecer. A gente lembra, por algum tempo, como o céu ficou mais claro quando o balão passou, como o dia ficou mais feliz enquanto certa pessoa esteve por perto. Mas algum vento forte sempre sopra tudo para longe.
     Só em alguns poucos momentos, mais tarde, que a gente se pega pensando, "como foi bom aquele dia, quando eu vi aquele balão bonito passando... eu acho que nunca mais vou esquecer aquelas cores todas, quase fazendo uma só, única, prateadas pela luz do sol".
     Eu sempre quis viajar num balão. Naqueles dos grandes. E deixar o vento me levar com ele, pra nunca mais me perder.

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